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De momento, cinco navios de cruzeiro encontram-se abrigados pela península Tenerifenha de Anaga, já que os paquetes Costa Fascinosa, Mein Schiff Herz, AIDAMira, AIDANova e Ocean Nova permanecem fundeados/atracados em Tenerife, porto que foi um dos principais abrigos à navegação no atlantico, fruto do bom trabalho do arquipélago canário em tempos de pausa nas operações nesse sentido.

Tenerife foi também porta de abrigo para os últimos passageiros apanhados pela pandemia abordo dos navios de cruzeiro. Nada mais nada menos que 12,000 passageiros foram desembarcados em Tenerife entre a segunda e terceira semana de Março, após ser decretado o estado de alarme. A estes juntam-se largos milhares de tripulações que, através de grandes operações de repatriamento levadas a cabo ao longo dos primeiros meses de pausa, em especial de empresas como a AIDA e Silversea, regressaram a casa com ajuda essencial em Tenerife (e Las Palmas). Atualmente, os navios são tripulados por apenas cerca de 10% dos membros de tripulação e permanecem maioritariamente fundeados na baía, salvo passeios pelo oceano atlantico a cada 45 dias para descarga de águas cinzentas e raros atraques para reabastecimento.

A orografia de Tenerife tem sido muito elogiada pelas empresas, que relatam que a península de Anaga oferece proteção perfeita aos ventos e correntes, que combinada com a amena metereologia canária, oferece aos navios de cruzeiro a perfeita protecção, enquanto aguardam por tempos melhores. Um dado importante, é que para estar fundeado na baía de Tenerife, custa a cada paquete 981.88 euros por dia, com o atraque ocasional a custar 3,220.51 euros diários, segundo dados oficiais avançados pelo jornal El Día. A autoridade portuária de Tenerife mais fez saber que, nos últimos seis meses, terá tido um balanço positivo na ordem dos 706,953 euros apenas com a permanencia destes cinco navios de cruzeiro em porto. Este número exclui ainda as dezenas de escalas para reabastecimento efetuadas por quase meia centena de navios de cruzeiro, em especial entre março e maio, além de excluir também outros paquetes que ao longo destes 6 meses permaneceram em Tenerife por algum período de tempo. A contenda financeira ultrapassará o milhão de euros, quando considerada toda a atividade naval por parte dos navios de cruzeiro no porto Tenerifenho desde a segunda semana de Março até o corrente dia. Todos estes dados excluem também a atividade comercial por parte de outro tipo de navegação, incluindo quase uma dezena de ferries, vários iates, petroleiros, graneleiros e navios de carga geral.

As Canárias, além de Tenerife, apresentaram também Las Palmas como porto amistoso aos navios de cruzeiro, numa altura em que a maioria dos portos mundiais os rejeitaram. Entre Março e Junho, passaram por Las Palmas mais de 30 navios de cruzeiro, em escalas de reabastecimento ou de guarida. Atualmente, e no que concerne aos navios de cruzeiro, lá permanecem 8: AIDAStella, AIDABella, Greg Mortimer, Ocean Atlantic, Ocean Endeavour, Ocean Adventurer, Sea Cloud I e Sea Cloud II. Estima-se que ao longo dos últimos seis meses, também Las Palmas tenha ultrapassado o milhão de euros em capital líquido, derivado da operação das dezenas de paquetes de passageiros, que, em tempos de paragem, requisitaram a ilha do arquipélago das Canárias. Todas estas permanencias, tanto em Tenerife como Las Palmas, seguiram os protocolos de segurança e saúdes locais, bem como da Capitania Marítima.